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Quais são os principais teorias que tratam de processos de memorização

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INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS

 

Não existe uma inteligência geral e sim múltipas inteligências, o cérebro humano também não abriga uma memória geral e sim formas de memorização e competências de concentração subordinadas a cada uma das inteligências.

Freqüentes esquecimentos, estados de permanente desatenção, queda vertical no rendimento escolar ou no trabalho, muitas vezes, são sinais de distúrbios que se situam além desse limites e que podem ser tributados a duas causas: estresse ou um problema neurológico conhecido como distúrbio de déficit de atenção (DDA). Estima-se que de 5 a 8% das crianças em idade escolar apresentam esse problema, muito difícil de ser detectado por exames neurológicos comuns, mas que ganha novas perspectivas com o Tavis-2, um sistema de testes computadorizados.

Em termos de memorização pode-se dizer que, se o que se aprende não é ligado a algo que se conhece, essa aprendizagem permanecerá no cérebro apenas por algum tempo, que será tanto menor quanto menos essa relação for repetida.

Ao construir um conceito, a pessoa não o memoriza, apenas transforma esse conceito em instrumento de ação para elaborar conexões mais elevadas e, dessa forma, resolver problemas.

A seguir citamos algumas regras para o estímulo das memórias lingüística, espacial e lógico-matemática, como um meio detonador de uma aprendizagem significativa:

Motivar, fazer sentir a necessidade do “querer”, não fragmentar o texto e apenas repetir mecanicamente suas partes.

Criar imagens mentais que associem as idéias a serem memorizadas a conhecimentos anteriores, pois o novo se constrói com base no anterior, seja para ampliá-lo, negá-lo ou superá-lo.

Fazer associações aparentemente grotescas que envolvam as idéias-chave do conteúdo, uma vez que o conhecimento é estabelecido no sujeito por sua ação sobre o objeto e essa ação será tanto mais efetiva quanto mais perceptiva for e quanto mais eficientemente se produzir o movimento empírico=abstrato=concreto.

Associar aos conceitos imagens gráficas e pictóricas, rabiscar com formas o todo em suas partes constituintes.

Treinar com freqüência a elasticidade de suas diferentes memórias e imaginar que a mesma ação repetitiva que um exercício físico exerce para melhorar seu desempenho também ocorre com exercícios estimuladores de diferentes memórias.

A identificação de múltiplas memórias permite a aceitação de que não podemos ser ótimos em todas mas

podemos melhorar nosso desempenho em cada uma delas e, mais ainda, que, tão importante quanto memorizar alguns dados, é também aprender a esquecê-los quando necessário.

O grande desafio de uma educação consciente consiste em selecionar o que deve ser lembrado, mas também o que deve ser esquecido. Uma memória colossal pode ser um fardo terrível para o ser humano.

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

 

ANTUNES, Celso. As inteligências múltiplas e seus estímulos. São Paulo: Papirus, 1998.

GARDNER, Howard. Inteligências Múltiplas: a teoria na prática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.

 

Rosângela Menta

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