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O processo de memorização interfere na aprendizagem

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MEMORIZAÇÃO - links legais

 

 

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Trata das vantagens e desvantagens proporcionadas pela utilização de Técnicas de Memorização.

Márcio.


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O processo de memorização é complexo envolvendo sofisticadas reações químicas e circuitos interligados de neurônios.

As células nervosas ou neurônios, quando são ativadas liberam hormônios ou neurotransmissores que atingem outras células nervosas através de ligações denominadas sinapses.

Os fatos antigos naturalmente têm mais tempo de se fixar em nosso banco de dados e daí sua melhor fixação, o que não ocorre com fatos recentes, que têm pouco tempo para se fixarem e ainda podem ter sua capacidade de fixação alterada por razões relacionadas a variações de estado emocional ou a problemas de ordem física.

Você sabia que toda vez que você aprende alguma coisa ou adquire alguma experiência, as células do seu cérebro sofrem uma alteração e essa alteração refletirá em seu comportamento?

Por exemplo, se você já passou por uma rua à noite e percebeu que ali haviam pessoas com aparência estranha e perigosa, você evitará passar por aquela rua novamente.

Ou, se uma criança levou um choque ao colocar o dedinho dentro de uma tomada elétrica, ela nunca mais emitirá aquele comportamento.

Nestes exemplos, o comportamento foi modificado em decorrência de uma experiência. Cada célula cerebral (ou neurônio)contribui para o comportamento e para a atividade mental, conduzindo ou deixando de conduzir impulsos.

Todos os processos da memória são explicados em termos dessas descargas.

As alterações celulares decorrentes da aprendizagem e memória são chamadas de plasticidade.

Elas se referem a uma alteração na eficiência das sinapses e podem aumentar a transmissão de impulsos nervosos, modulando assim o comportamento.

A experiência pode se dar por uma aprendizagem ativa ou pela convivência em lugares enriquecidos com indivíduos, cores, música, sons, livros, cheiros, etc.

Em laboratórios científicos também foi possível demonstrar que ratinhos apresentam um número muito maior de células cerebrais interconectadas umas com as outras quando eles vivem em conjunto em uma gaiola cheia de brinquedos como rodinhas, bolas, etc., do que os ratos que vivem em uma gaiola sozinhos e sem nada para fazer ou aprender.

Alguns dos maiores estudiosos do fenômeno da aprendizagem e memória na década de 40, Donald Hebb, de Montreal , e Jersy Konorski, da Polônia, foram os primeiros a acreditar que a memória deve envolver mudanças ou aumentos nos circuitos nervosos.

Circuitos nervosos são conjuntos de neurônios que se comunicam entre si através de junções denominadas de sinapses.

 

 


Márcio


 

Para o professor Rodolfo, que ministra o curso de técnicas de memorização há mais de 20 anos, é muito importante que o aluno adicione as técnicas de memorização aos métodos de estudo. "A memória é fundamental para o processo de aprendizado, mas ela sozinha não faz nenhum milagre".

Substituir textos por diagramas é o conselho que Rodolfo dá a seus alunos. "Analisar, compreender e sintetizar. O aluno deve descobrir em um texto quais são as idéias principais, as idéias complementares, os detalhes e as minúcias, para transformar esse texto em um diagrama. Transforma-se um texto em uma imagem facilitando o processo de memorização e agilizando o processo de revisão", explica.

Um outro fator bastante importante, segundo o professor, é a participação e atenção do aluno em sala de aula. "O aluno deve se preparar para uma aula e essa preparação implica em estar motivado para tal. Com isso, o aluno deve prestar atenção em todos os detalhes do assunto explicado, para que consiga construir um diagrama da aula. Depois da aula, o ideal é que o aluno faça um repasse nas idéias para que elas sejam fixadas".

O professor Rodolfo conta que a maior dificuldade enfrentada pelos estudantes é o famoso branco, manifestado em situações de nervosismo. "O branco funciona como se tivesse travado o computador. A pessoa congestiona o cérebro de energia e a informação não consegue passar da região da memória para a consciência. A dica é manter a calma e respirar fundo. O nervosismo é o causador do congestionamento no cérebro".

A psicóloga e professora do programa de pós-graduação da UFSC Dulce Penna afirma que cada pessoa tem um canal de percepção mais desenvolvido. "As dicas em psicologia são muito particulares, pois não existe nenhuma dica que vá servir para todas as pessoas. Somos diferentes, e cada um tem o seu jeito de ser. Por isso, cada um de nós adquire durante a vida diversas formas e técnicas, procurando a maneira adequada de estudar".

Já o professor Takase diz que o melhor que o estudante tem a fazer é exercitar a memória. "Quanto mais sensibilizar o cérebro, mais fácil será o processo de memorizar. O melhor exercício é a leitura, que ativa diversos tipos de memória", assegura o psicólogo.

 

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Conclusão Parcial


Considerando-se que a aprendizagem envolve a função intelectual do ser humano, e que esta só é possível a partir das informações que temos registradas na memória, ou seja, informações memorizadas, podemos dizer que os processos de memorização trazem influências diretas na aprendizagem. Ninguém consegue pensar sobre o que não sabe (conhece), no entanto, consegue pensar muito bem se tiver "armazenadas" informações a respeito do assunto. Segundo alguns autores, o ato de "aprender" envolve o raciocínio, que nada mais é do que "comparar informações que temos na memória". Podemos dizer que existe diferença entre: "aprender" e "lembrar" daquilo que se aprendeu, sendo que ambas as habilidades são complementares e essenciais para o desenvolvimento de um processo de "aquisição de novos conhecimentos". Weinstein e Mayer (1985) identificaram cinco tipos de estratégias de aprendizagem que foram posteriormente organizadas por Good e Brophy (1986): estratégias de ensaio, elaboração, organização, monitoramento e estratégias afetivas. Como descrito em Boruchovitch (1993), as estratégias de ensaio envolvem repetir ativamente tanto pela fala como pela escrita (memorizar) o material a ser aprendido.


Márcio



Referências:

 

Boruchovitch, E. (1993). A Psicologia cognitiva e a metacognição: Novas perspectivas para o fracasso escolar brasileiro. Tecnologia Educacional, 22 (110/111), 22-28.

 

Boruchovitch, E. (1995). A identificação e o estudo das variáveis associadas ao fracasso escolar brasileiro. Projeto de pesquisa (CNPq-Processo n.300162/95-2). Faculdade de Educação, Departamento de Psicologia Educacional. Universidade Estadual de Campinas. Campinas, S.P.

 

 

Good, T. L. & Brophy, J. E. (1986). Educational psychology: A realistic approach. White Plains, New York: Longman.

 

Weinstein, C.E. & Mayer, R.E. (1985). The teaching of learning strategies. Em M. Wittrock (Org.), Handbook of research on teaching (pp.315-327). New York: Macmillan.

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