Certas associações específicas entre loca, datas, nomes ou rostos são perdidas quando as conexões no córtex se enfraquecem, principalmente durante o envelhecimento. O exercício mental, ao reforçar conexões antigas e criar outras novas, limita, provavelmente, essa deterioração. (FUSTER, 2005, p. 31)
Rosângela
Segundo o pesquisador Iván Izquierdo, que estuda a fisiologia da memória na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, as falhas de memória ocorrem quando as sinapses - conexões entre dois neurônios -, encarregadas de evocar um certo tipo de memória, estão inibidas, alteradas ou em número reduzido. A redução do número de sinapses e de neurônios pode se acelerar, entre outras coisas, devido à estimulação excessiva, a doenças degenerativas, a isquemias cerebrais - popularmente conhecidas como "derrames" - e a traumatismos cranianos decorrentes de acidentes. Mas a perda fisiológica de neurônios é algo que todos experimentamos naturalmente ao longo da vida.
Segundo o pesquisador Iván Izquierdo, que estuda a fisiologia da memória na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, as falhas de memória ocorrem quando as sinapses - conexões entre dois neurônios -, encarregadas de evocar um certo tipo de memória, estão inibidas, alteradas ou em número reduzido. A redução do número de sinapses e de neurônios pode se acelerar, entre outras coisas, devido à estimulação excessiva, a doenças degenerativas, a isquemias cerebrais - popularmente conhecidas como "derrames" - e a traumatismos cranianos decorrentes de acidentes. Mas a perda fisiológica de neurônios é algo que todos experimentamos naturalmente ao longo da vida.
É também na velhice que se manifestam as chamadas doenças degenerativas que provocam a perda de funções mentais, como a memória. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a doença de Parkinson, que causa a degeneração progressiva de neurônios produtores de dopamina - neurotransmissor responsável pela comunicação entre as células nervosas - atinge 2% dos brasileiros acima de 60 anos. E a doença de Alzheimer, que provoca a produção exagerada de uma proteína em determinadas células nervosas e leva à morte do todos os neurônios que rodeiam essas células, está entre as quatro maiores causas de óbito no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.
Referência:
Izquierdo, I. Memória. Porto Alegre,ArtMed Editora S.A. 2002.
Squire, L. R. e Kandel, E.R. Memória: da mente às moléculas. Porto Alegre,ArtMed Edi-tora S.A. 2003.
Márcio.
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